Entenda o procedimento
O que é?
A terapia por ondas de choque utiliza pulsos acústicos aplicados externamente sobre a região tratada. Apesar do nome, não se trata de choque elétrico. O estímulo mecânico interage com o tecido e pode contribuir para modulação da dor e para respostas biológicas relacionadas ao processo de recuperação.
No ombro e no cotovelo, a técnica pode ser considerada principalmente em tendinite calcária, epicondilite e algumas tendinopatias crônicas. A indicação depende de diagnóstico preciso, tempo de sintomas e tratamentos já realizados. Nem toda dor se beneficia do procedimento.
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Quando pode ser indicado?
- Tendinite calcária do ombro
- Epicondilite lateral ou medial persistente
- Algumas tendinopatias crônicas
- Quadros selecionados que não evoluíram como esperado com medidas iniciais
Como é realizado?
O ponto a ser tratado é identificado clinicamente e, quando necessário, correlacionado aos exames. Um aplicador transmite os pulsos através da pele com gel de contato. Intensidade, número de pulsos e quantidade de sessões são ajustados ao diagnóstico, ao equipamento e à tolerância do paciente.
Pode ocorrer desconforto durante a aplicação e sensibilidade transitória depois. Ondas de choque não substituem a correção de sobrecarga nem o fortalecimento; na maioria das tendinopatias, o resultado é integrado a um programa de exercícios e retorno gradual às atividades.
Dúvidas frequentes
Perguntas frequentes
Ondas de choque são dolorosas?
Pode haver desconforto durante a aplicação, geralmente ajustável pela intensidade. A tolerância varia entre pacientes e regiões tratadas.
Quantas sessões são necessárias?
O número depende do diagnóstico, do protocolo e da resposta clínica. Ele é definido após avaliação e pode ser ajustado durante o acompanhamento.
A calcificação desaparece imediatamente?
Não. Quando ocorre alteração da calcificação, ela acontece ao longo do tempo. A melhora da dor também não depende apenas de uma radiografia sem depósito.
Ondas de choque substituem exercícios?
Não. Em tendinopatias, o controle de carga e o fortalecimento continuam importantes para recuperar função e reduzir recorrência.
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